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A Fotografia Na Sociedade Contemporânea

..." na foto, qualquer coisa se colocou diante do pequeno orifício e lá ficou para sempre (É essa a minha convicção); mas no cinema qualquer coisa se passou diante desse mesmo orifício: a pose é arrastada e negada pela sucessão contínua das imagens..."
..." As sociedades antigas encontraram um meio de fazer com que a memória, substituto da vida, fosse eterna e que, pelo menos, a coisa que falava da Morte fosse ela própria imortal: era o monumento. Mas, fazendo da Fotografia, mortal, o testemunho geral e como que natural "daquilo que foi", a sociedade moderna renunciou ao monumento. Paradoxo: o mesmo século inventou a História e a Fotografia. Mas a História é uma memória fabricada segundo receitas positivas, um puro discurso intelectual que abole o tempo mítico; e a Fotografia é um testemunho seguro, mas fugaz, de modo que tudo, hoje, prepara a nossa espécie para esta impotência: em breve já não poder conceber, afectiva ou simbolicamente, a duração. A era da Fotografia é também a das revoluções, das contestações, dos atentados, das explosões, em suma, das impaciências ..."
Roland Barthes - A Câmara Clara
Por todo o mundo, a fotografia surge como o meio de comunicação visual mais divulgado e menos oneroso dos media , e o mais eficaz para o registo, publicidade e até para o prazer pessoal.
A fotografia não é somente a ferramenta de comunicação visual comum aos países industrializados, tornou-se também no símbolo de democratização da utilização de meios, pois cada vez mais gente usa a sua câmara fotográfica para registar acontecimentos familiares ou para exprimir as suas reacções pessoais face à realidade circundante e ao imaginário.
Pela sua omnipresença a fotografia sob a forma de originais ou de reproduções impressas, tem um papel extremamente importante nas instituições sociais, artísticas, científicas, técnicas, publicitárias e até na nossa relação com a natureza. É manifestamente verdade que a câmara fotográfica modificou a nossa maneira de ver e registar o mundo que nos rodeia e até que nenhum ponto de vista original sobre a realidade pode ser considerado eternamente verdadeiro.
A câmara fotográfica é, desde a sua invenção e sobretudo desde o aparecimento da película fotográfica, da evolução das objectivas e da evolução dos próprios formatos, como as SLR de 35 mm, um meio fundamental de registo, praticamente em todas as áreas de actividade humana; pode por exemplo captar desde o momento mais breve parando a imagem com exposições de milésimos de segundo, como registar transformações sequenciais através de exposições intermitentes, acontecimentos históricos, sociais, etc. A câmara fotográfica pode ser associada a uma série de instrumentos de grande tecnologia, como instrumentos ópticos de grande precisão, microscópios e telescópios, sondas electrónicas com os mais diversos fins, computadores e outros aparelhos digitais, etc.
Na sociedade actual a fotografia não pode ser dissociada de tudo o que nos rodeia. A fotografia é muito importante no jornalismo, na publicidade, na moda, no design gráfico/de comunicação. A fotografia está indelevelmente ligada à arquitectura, à engenharia, às artes plásticas, ao restauro artístico, à arqueologia, astronomia, medicina, investigação científica...
Os factos e marcas do séc. XX, estão intímamente relacionados com a fotografia, pois são por ela fixados e divulgados. Ela é o testemunho objectivo desses factos. Uma fotografia, capta um momento único, que não mais se repetirá. Repare-se na importância que teve a fotografia (Execução de um prisioneiro Vietcong - Saigão) de Eddie Adams (fig.1) para o fim da guerra do Vietname. O impacto provocado por esta imagem dramática e a revolta que ela produziu em todo o mundo foi mais eficaz do que anos de reportagens jornalísticas ou televisivas. Ou nas belíssimas, mas terríveis pela sua veracidade, fotos de Robert Cappa da guerra civil Espanhola (fig.2) e da II Guerra Mundial, ou nas de Sebastião Salgado (fig.3) que revelam todo o horror e miséria do mundo subdesenvolvido e do mundo do trabalho.


Veja-se a importância da fotografia na estratégia publicitária de uma empresa multinacional como a Benetton. A polémica dos seus "out-doors" e catálogos não resulta das palavras (inexistentes para além da marca), mas sim da força, da composição, da cor, do contraste, do impacto por vezes chocante dos conteúdos das mensagens e do inesperado das suas fotografias. Oliviero Toscani, director de arte e fotógrafo da Benetton provocou sempre diferentes críticas e reacções ao tentar misturar a linha existente entre arte e publicidade.
Mas a importância da fotografia não está só em imagens polémicas. Podemos apreciá-la e até emocionar-mos, observando apenas a sua beleza e qualidade estética e técnica. Vejam-se algumas fotografias de Man Ray , Cartier Bresson (fig.4) , Imogen Cunningham (fig.5), Richard Avedon, Alfred Stieglitz, Ansel Adams (fig.6), Eliot Porter, Irving Penn, Franco Fontana , C. Berengo Gardin (fig.7), Édouard Boubat, Edward Weston (fig.8), Paul Strand (fig.9), Robert Doisneau, Arno Minkkinen (fig.10), Ralph Gibson, e desse espantoso retratista africano Seydou Keita (fig.11), só para citar alguns nomes.


A fotografia afirmou-se como uma arte autónoma. A carga imensa de informação e expressão que uma fotografia pode conter faz dela um meio tão elevado como qualquer outra forma de arte.
Uma fotografia, apesar de na prática ser um múltiplo e o "produto de uma máquina" pode atingir no mercado de arte valores consideráveis, embora nunca comparáveis aos preços elevadíssimos atingidos pelas artes plásticas. Actualmente é vulgar ver em exposições e feiras de arte fotografias (normalmente de grande formato) expostas lado a lado com pintura e escultura.
Em 1991, num leilão da Sotheby´s em Nova Iorque foi vendida uma fotografia de Tina Modotti, denominada "Roses, Mexico" (ver imagem acima, fig. 12) uma platinotipia de 1923, por 25.000 contos. Também um fotograma de Man Ray atingiu um preço semelhante em 1990. Recentemente foi vendido em Paris, um álbum de 160 fotografias do Egipto realizadas em 1851 por Felix Teynard, por 120.000 contos. No "Salon Paris Photo" de Novembro de 1999, foi vendida uma impressão de uma fotografia de Edward Weston por 2,3 milhões de francos.
As fotografias de Robert Mapplethorpe, depois da sua morte em 1989 subiram rapidamente de cotação atingindo preços na ordem dos 3000 contos. A fotografia mais conhecida de Ansel Adams "Moonrise, over Hernandez, New Mexico" de 1941 (em cima, fig. 6), da qual existem mais de mil exemplares impressos (todos pelo próprio) e que é talvez a fotografia mais reproduzida (em papel fotográfico) de toda a história , vale actualmente entre cerca de 1.000 e 3.000 contos, conforme a qualidade da prova e a data de impressão.

António Carvalhal, 2000/2007©
Category: News | User: A-stim (01.03.2013)
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